Manhã de outono




 Pensava você que havia se livrado definitivamente do incomodo tédio que á muito lhe acompanhava, mas aquela chama de estimulo que naquele especifico momento te envolvia, apesar de quente e vistosa, era também frágil e passageira. Agora novamente você volta a acompanhar o monótono ciclo do carro do sol, a cada aurora e a cada crepúsculo, procura algo, e desse algo não conhece nem cheiro nem cor, mas procura incessantemente, em uma busca desvairada, sem método e objectivo concreto ou no mínimo plausível.
Da voltas e mais voltas, andando em círculos e chega sempre ao mesmo lugar, um lugar frio e vazio que chega ate a conter uma certa beleza como as paisagens dos campos do sul nas manhãs de outono.

1 comentários:

Diário disse...

Textos como o teu me fazem lembrar o quanto a po'etica pode ser incr'ivel!

http://guerra-diaria.blogspot.com/

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